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Agricultura regenerativa avança na medição de resultados, aponta relatório

Levantamento da FAIRR Initiative mostra que empresas do setor agroalimentar estão medindo mais os efeitos de suas práticas, mas divulgando menos metas quantitativas. No Brasil, iniciativas buscam adaptar os modelos às condições tropicais.

Por Redação Cascavel Diário · 1 de agosto de 2026 às 22:00
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A agricultura regenerativa passa por uma fase de maior cobrança por dados e indicadores capazes de comprovar benefícios ambientais, econômicos e sociais. O cenário foi apontado em relatório da FAIRR Initiative, com base na análise de 78 grandes companhias do setor agroalimentar.

Segundo o estudo, 64% das empresas mencionam o tema em suas estratégias, mas apenas 28% divulgam metas quantitativas. O percentual era de 35% em 2023. Já a parcela de companhias que afirmam medir os resultados subiu de 16% para 54% no período analisado.

A pesquisa também identificou que somente 4% das empresas têm objetivos diretamente relacionados a resultados mensuráveis. Na área climática, 52% vinculam as iniciativas regenerativas às emissões indiretas da cadeia produtiva, o chamado Escopo 3. Apesar disso, apenas 24% reportam avanços nas emissões de gases de efeito estufa dentro desses programas.

Práticas como plantio direto, plantas de cobertura, integração lavoura-pecuária-floresta, controle biológico e bioinsumos continuam sendo incentivadas. A efetividade, porém, depende de fatores como solo, clima, sistema produtivo, manejo e características regionais.

No Brasil, iniciativas de Agricultura Tropical Regenerativa defendem a avaliação integrada de aspectos como qualidade do solo, biodiversidade, produtividade, uso de insumos, disponibilidade de água, estabilidade econômica e adaptação às mudanças climáticas.

O Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GASS) reúne produtores, pesquisadores, consultores, empresas e instituições para desenvolver modelos adaptados à produção brasileira. Entre as ações estão capacitação técnica, dias de campo, formação de redes de consultores, uso de remineralizadores e plantas de cobertura, além de mecanismos de rastreabilidade e reconhecimento de boas práticas.

Fonte: O Paraná (Cascavel)

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