Dois anos após queda em Vinhedo, voo que saiu de Cascavel tem novas conclusões
Reprodução/O Paraná (Cascavel)
Cascavel

Dois anos após queda em Vinhedo, voo que saiu de Cascavel tem novas conclusões

O acidente do voo 2283 da Voepass, que partiu de Cascavel em 9 de agosto de 2024, matou 62 pessoas. Em julho de 2026, o Cenipa divulgou o relatório final e a Polícia Federal indiciou 16 pessoas.

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Por Redação Cascavel Diário · 9 de agosto de 2026 às 20:32
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# Dois anos após queda em Vinhedo, voo que saiu de Cascavel tem novas conclusões Há dois anos, o voo 2283 da Voepass decolou de Cascavel com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e caiu em uma área residencial de Vinhedo, no interior de São Paulo. As 62 pessoas a bordo — 58 passageiros e quatro tripulantes — morreram.

O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado em 23 de julho de 2026, apontou uma combinação de fatores para o acidente. Entre eles estão condições severas de formação de gelo, falhas no sistema de degelo, decisões operacionais inadequadas e problemas na operação e na manutenção.

Segundo a investigação, o ATR 72-500 encontrou gelo a cerca de 17 mil pés, não era certificado para operar nessas condições e já tinha falhas conhecidas no sistema de proteção contra o gelo. A aeronave foi liberada para o voo mesmo com registros anteriores relacionados ao equipamento.

O Cenipa também identificou acúmulo de gelo, perda progressiva de desempenho e alertas recebidos pela tripulação durante o voo. O órgão apontou ainda fragilidades na manutenção, na gestão de riscos e na cultura organizacional da empresa, mas ressaltou que sua investigação tem caráter preventivo e não define responsabilidade criminal.

A Polícia Federal informou, na quinta-feira (6), o indiciamento de 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass, entre eles o proprietário e presidente da companhia, José Luiz Felicio Filho. A apuração apontou supostas condutas relacionadas a negligência, imperícia e omissões, além de problemas no registro de falhas técnicas da aeronave.

O indiciamento não representa condenação. Agora, o Ministério Público deve analisar as provas e decidir se apresenta denúncia à Justiça. O Cenipa, por sua vez, formulou nove recomendações de segurança — quatro destinadas à EASA e cinco à Anac — relacionadas à operação em condições de gelo, aos alertas, aos registros de voo e à fiscalização.

Fonte: O Paraná (Cascavel)

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