Professora de CMEI é presa preventivamente por suspeita de tortura em Cascavel
Reprodução/SOT (Cascavel)
Cascavel

Professora de CMEI é presa preventivamente por suspeita de tortura em Cascavel

Uma professora de 54 anos foi presa preventivamente nesta sexta-feira (21), em Cascavel, durante investigação sobre suspeitas de tortura, maus-tratos, lesão corporal, castigo e coação contra crianças de um CMEI. Quatro crianças de 3 anos foram identificadas como possíveis vítimas, segundo a Polícia Civil.

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Por Redação Cascavel Diário · 21 de agosto de 2026 às 20:23
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# Professora de CMEI é presa preventivamente por suspeita de tortura em Cascavel A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), iniciada em 14 de abril de 2026 após o CMEI Geraldo Figueiredo encaminhar uma ficha de referência sobre possíveis condutas inadequadas envolvendo três professoras. A instituição também entregou vídeos à polícia.

De acordo com a investigação, as imagens mostram uma professora puxando uma criança pelo braço e arrastando-a dentro de uma sala. Em outros registros, ela aparece entregando garrafas congeladas para crianças segurarem. Também foi identificada uma situação em que uma criança teria sido impedida de ficar no tatame e obrigada a sentar no chão frio.

Segundo a delegada Thaís Zanatta, a criança registrada nas imagens teria apresentado sinais de sofrimento psicológico, como isolamento e atos de autolesão, incluindo arrancar fios de cabelo. A polícia informou ainda que ela estava em acolhimento familiar, afastada da família biológica.

Além da professora presa, outras duas profissionais, de 44 e 50 anos, são investigadas. Segundo a Polícia Civil, as três aparecem juntas nas imagens analisadas, mas a polícia ainda não confirmou se trabalhavam permanentemente na mesma sala. As duas responderão em liberdade, com proibição de contato e aproximação das vítimas e testemunhas e afastamento das funções públicas.

A professora presa foi localizada em casa, não ofereceu resistência, negou as acusações durante o interrogatório e foi encaminhada à cadeia pública de Cascavel. O inquérito continua, com novos interrogatórios e buscas por possíveis vítimas e testemunhas. As imagens não serão divulgadas porque envolvem crianças.

Fonte: SOT (Cascavel)

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