CascavelReprodução/O Paraná (Cascavel)
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Relatório aponta falhas de manutenção e fiscalização no acidente do voo 2283

Documento do Cenipa atribui a queda do avião da Voepass a uma combinação de problemas, incluindo gelo severo, falha no sistema de degelo e desatenção da tripulação. O acidente matou 62 pessoas em agosto de 2024, após a aeronave sair de Cascavel com destino a Guarulhos.

Por Redação Cascavel Diário · 25 de julho de 2026 às 13:00
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O Cenipa apresentou, na quinta-feira (23), o relatório final sobre o acidente com o Voo 2283 da Voepass. O ATR saiu de Cascavel em direção a Guarulhos e caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, em 9 de agosto de 2024. As 62 pessoas a bordo morreram — 58 passageiros e quatro tripulantes.

A investigação analisou 1.206 voos realizados pela mesma aeronave entre 2023 e a data do acidente, além de entrevistas com pilotos e mecânicos. Segundo o relatório, em aproximadamente metade dos voos não foi feito um teste obrigatório após o pouso.

Entre os fatores apontados estão a formação de gelo severo, falhas no sistema de degelo, desconsideração de alertas críticos, falta de atenção na cabine, erros na tentativa de recuperação, problemas de manutenção e registros, além de fiscalização insuficiente. A tripulação não declarou emergência durante o voo.

O Cenipa apontou a ineficiência nos setores de manutenção e segurança da companhia como o principal motivo da queda. O sistema de degelo apresentava falhas já identificadas em pelo menos dois voos anteriores, e o avião também operava com itens irregulares. O relatório registrou ainda a troca de peças entre aeronaves e o uso de componentes que já haviam sido retirados.

A análise indicou que o excesso de carga de trabalho pode ter prejudicado a capacidade da tripulação de responder aos avisos sobre perda de velocidade e instabilidade. Também foram apontadas falhas na comunicação e no registro de problemas, além de fiscalização que, segundo o documento, deveria ter sido mais rigorosa.

A Voepass afirmou, em nota, que sempre adotou procedimentos de segurança baseados em padrões internacionais e que continua colaborando com as autoridades. A Anac informou que fará uma análise técnica detalhada das recomendações do relatório. Familiares das vítimas defenderam o avanço do inquérito da Polícia Federal e a apuração de eventuais responsabilidades criminais.

Fonte: O Paraná (Cascavel)

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